Em artigo na Folha, ACM Neto explica decisão de não disputar governo do Estado

A Folha de S. Paulo publicou hoje artigo de autoria do prefeito ACM Neto (DEM), intitulado “Compromisso com a palavra”, onde ele explica o motivo porque decidiu não concorrer ao governo do Estado. O texto é reproduzido na íntegra por este CHAPADA NOTCTICIAS abaixo:

“Desde a campanha eleitoral que me reconduziu à Prefeitura de Salvador, em 2016, perguntam-me se eu renunciaria para concorrer ao governo da Bahia em 2018. Nunca neguei essa possibilidade. Mas sempre condicionei minha escolha ao desejo da população que me elegeu em 2012, num dos pleitos mais disputados em Salvador, e depois me reelegeu com uma maioria extraordinária de 74% dos votos.

De lá para cá, depois de muito ouvir e conversar com os moradores nas ruas, não há dúvida de que a preferência do soteropolitano é pela continuidade do meu trabalho à frente da Prefeitura.

Para a grande maioria, essa é a única forma de consolidar as mudanças iniciadas em 2013, quando entreguei minha vida à missão de reverter o cenário de profundo desencanto na minha cidade. Coloquei todo o meu empenho, todo o meu coração na tarefa de criar um governo que realiza, um por um, os compromissos apontados como prioritários pelos próprios moradores.

Na situação em que me encontro — com uma aprovação recorde entre as prefeituras de capital do Brasil e liderando nas pesquisas de opinião ao governo da Bahia—, o caminho natural para a maioria dos políticos seria buscar um novo projeto de poder. Mas, apesar do enorme desejo de servir o meu estado, eu vou fazer o que o povo de Salvador me pediu. Continuarei prefeito.

Tomo essa decisão em cumprimento à palavra dada, em respeito ao voto popular e com todo o entusiasmo que esse segundo mandato me desperta. Se nos quatro anos iniciais deu para tirar a prefeitura do caos, colocar os serviços para funcionar e recuperar a importância de Salvador no cenário nacional, agora que temos saúde financeira, recursos para investir e um ambiente instalado de confiança, podemos fazer muito mais, sobretudo para dar respostas ao anseio da cidade por mais e melhores empregos.

Mas o fato de não disputar 2018 não significa que eu ficarei de fora das eleições. Meu partido, o Democratas, se manterá na liderança da oposição na Bahia com a candidatura de José Ronaldo, que concorrerá a governador depois de ter sido quatro vezes o prefeito mais dinâmico e inovador da segunda maior cidade baiana, Feira de Santana.

E, como presidente nacional do Democratas, eu estarei na linha de frente de uma campanha que se travará entre a velha e a nova política. Vamos apontar na Bahia os atrasos do corporativismo e do clientelismo, da ineficiência e desperdícios nos 12 anos de governo do PT. Mostrar oportunidades perdidas e os sérios problemas da educação, da infraestrutura, da saúde e, principalmente, o quadro desastroso da segurança.

O governo mais omisso na proteção ao cidadão fez da Bahia recordista no número de homicídios, o estado onde mais se matam jovens, negros e pobres no país.

No âmbito nacional estaremos, da mesma forma, na trincheira contra a velha política dos vendedores de ilusão. Por todo o país, a campanha do Democratas estará associada ao campo aberto da renovação de valores e condutas. Vamos elevar o debate eleitoral. Fortalecer a relação de confiança com o eleitor pelo compromisso com a palavra, a transparência, a eficiência máxima do gasto público.

Não podemos mais aceitar que o populismo, o radicalismo e a demagogia façam o país retroceder a um novo ciclo de incertezas.

​Queremos revigorar nossa democracia com um projeto de mudanças sintonizadas com as expectativas da sociedade. Colocarei toda a minha energia para ajudar o Democratas a viabilizar esse novo Brasil.”

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