Paulo Angioni pede demissão e não é mais o gestor de futebol do Bahia

A goleada sofrida para o Vitória na tarde deste domingo já fez a primeira vítima no Bahia. Poucos minutos após o fim da partida realizada na Arena Fonte Nova, o gestor de futebol tricolor, Paulo Angioni, anunciou a saída do clube.


Segundo a assessoria de imprensa do Bahia, Angioni deixa o clube por conta do momento vivido pela equipe e a demissão não tem qualquer relação com os protestos da torcida contra os dirigentes tricolor. Esta tarde, alguns torcedores tentaram invadir o camarote onde a direção do clube assistia a partida. A polícia precisou ser acionada para acabar com a confusão.
– A saída do Paulo Angioni não tem nenhuma relação com o que ocorreu no camarote. Em virtude da derrota, do momento que o Bahia vive, ele decidiu entregar o cargo. A diretoria ouviu e aceitou – disse a assessoria de imprensa do clube.

Paulo Angioni chegou ao Bahia em abril de 2010 para ocupar o cargo do ex-jogador do clube e comentarista esportiva Eliseu Godoi. Sob a sua gestão passaram pelo Bahia treinadores como Márcio Araújo, Rogério Lourenço, Vagner Benazzi, René Simões, Joel Santana, Falcão, Caio Junior e Jorginho. Em três anos, ele foi responsável pela contratação de mais de cem jogadores. Somente este ano, o dirigente acertou com 17 atletas, incluindo alguns que foram pouco aproveitados no time, como Thuram, Brinner – que já rescindiu com o Tricolor, e Douglas Pires.

Sob a gestão de Angioni, o Bahia conquistou o acesso a Série A em 2010, e o Campeonato Baiano de 2012, por outro lado, o baixo rendimento do time, a constante luta contra o rebaixamento nos dois anos em que disputou a Série A e os recentes vexames diante do maior rival fizeram o trabalho da diretoria ser questionada. Ao lado do presidente Marcelo Guimarães Filho, Angioni era o principal alvo da revolta dos torcedores do Bahia com o situação do time.

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