Funcionário baleado em assalto a bancos de Mundo Novo é transferido para Feira de Santana

O Banco do Brasil e o Banco do Nordeste da cidade de Mundo Novo, na Chapada Diamantina, estavam cheios por volta das 11h30 desta segunda-feira (6) quando sete bandidos chegaram armados, disparando para cima, e assaltaram as duas agências.
 
Além do pânico vivido pelos moradores do município a 292 quilômetros de Salvador, um funcionário de uma das agências, que havia sido levado como refém, acabou baleado durante uma troca tiros entre policiais e assaltantes em fuga.
 
Os bandidos chegaram em dois carrosuma Ranger e um Ford Fiesta – atirando para cima. “Foram muitos tiros, ouvíamos até a bala batendo no chão. Quem conseguiu, correu“, contou Fabrícia Santos, funcionária de uma loja de móveis na praça.
 
De acordo com moradores, uma viatura da Companhia de Ações Especiais do Semiárido (Caesa), que fazia ronda na cidade durante manhã, havia acabado de deixar a praça quando os criminosos chegaram fortemente armados.
 
Havia pouco tempo que eles [policiais] haviam saído. Quando anunciaram o assalto, minha amiga ficou paralisada, não conseguia se mover do lugar. Meu medo era porque eles ficavam perguntando quem eram os donos dos carros estacionados na praça“, contou Gleide Oliveira, gerente de uma loja de calçados. De dentro da loja, ela viu os criminosos renderem os seguranças e invadirem as agências.
 
O grupo dividiu-se em grupos; três assaltantes foram para o Banco do Nordeste e três invadiram o BB. Um bandido permaneceu na praça e obrigou clientes e moradores a fazer um escudo humano em frente às agências para evitar a aproximação da polícia.
 
Eles falaram que ninguém ia se machucar porque estavam levando o dinheiro que era deles”, contou um funcionário do Banco do Brasil que foi utilizado como escudo.
 
 
Segundo ele, o medo tomou conta da cidade durante o assalto. “Havia cerca de 100 pessoas na praça e todos os homens foram usados no escudo humano. Muitas pessoas passaram mal, desmaiaram, mas eles avisavam que estes poderiam sair“, disse o funcionário. “Durou cerca de uma hora tudo, e eles atiraram para cima o tempo todo“, conta.
 
Na fuga, os bandidos jogaram moedas nas ruas e levaram como reféns o gerente, uma subgerente, e dois guardas do BB, além de dois funcionários do banco do Nordeste. A quadrilha incendiou o
Ford Fiesta na praça e roubou, em seguida, um Fiat Uno utilizado pelo banco para o transporte de valores
 
Funcionário baleado
 
O assalto parecia chegar ao fim, porém, um erro dos bandidos na direção da saída da cidade acabou permitindo a aproximação de quatro policiais da Caesa, que haviam sido informados da ação.
 
Os policiais avistaram os assaltantes em uma das avenidas do município e deram início a uma intensa troca de tiros. Um funcionário do Banco do Nordeste, que era levado como refém no Uno roubado, foi baleado na barriga
 
A perseguição continuou na zona rural, até que, nas proximidades do distrito de Ibiaporã, a quadrilha interceptou um ônibus da Prefeitura que transportava estudantes da rede municipal.
 
Os assaltantes atiraram nos pneus e atravessaram o veículo na estrada para atrapalhar a ação dos policiais. “Havia muitos estudantes e eles invadiram, tomaram a chave e atravessaram o ônibus na avenida. A polícia chegou logo depois e, conseguimos fazer uma ligação direta para ligar o ônibus, senão ainda estaríamos “, disse o motorista do ônibus Ubirajara Lopes.
 
Eles seguiram em direção ao povoado e, na estrada de terra, abandonaram os funcionários levados como refém. Ninguém ficou ferido. Dois funcionários, que haviam testemunhado outros assaltos, ficaram bastante abalados.
 
O funcionário baleado foi socorrido para o Hospital Municipal, e depois transferido para o Hospital Geral Clériston de Andrade, em Feira de Santana. O estado dele é considerado grave.
 
Agência fechada após assalto
 
Em dezembro do ano passado a mesma agência do Banco Brasil foi assaltada e ficou três meses fechada. Após a reabertura, os comerciantes adotaram o hábito de bloquear a entrada de veículos na rua em frente aos bancos com o uso de correntes, nas extremidades da via.
 
Moradores temem que, após o segundo assalto em pouco mais de 6 meses, a agência seja fechada definitivamente. O Banco do Brasil não se pronunciou sobre a ameaça.
 

No último assalto, dois gerentes, dois funcionários e três vigilantes foram levados como reféns. O assalto durou cerca de 30 minutos. Cerca de 12 assaltantes em dois carros participaram da ação. Uma das gerentes levadas pelos assaltantes também foi mantida como refém, no assalto desta segunda (6). As informações são do Correio

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