Jovem devolve celular perdido e não aceita recompensa; pede emprego

Agora uma pausa nesse noticiário de suspeitos, de delatados e investigados só para lembrar a beleza de nosso povo, a beleza que o nosso país também tem.

A pausa muito bem-vinda é para você conhecer o brasileiro Pablo de Paula

Currículo em mãos, roupa alinhada e lá vai o Pablo acompanhando da mãe, para uma tentativa de emprego. São três meses sem trabalho. Por causa da crise ele foi dispensado de uma locadora de brinquedos; 50 minutos de ônibus, um pouco a pé.
“Essa agora eu acho que vai dar certo! Essa daqui eu tô confiante”, disse.

O jovem de 16 anos precisa ajudar nas despesas da casa onde mora com três irmãos e a mãe. E essa oportunidade de entrevista só apareceu por causa de um gesto de honestidade.

O Pablo passava por uma rua à noite e viu um celular caído. Ele pegou o aparelho e tentou encontrar o número do dono para ligar, mas não conseguiu. Horas depois apareceu na tela uma mensagem avisando do sumiço. E o Pablo ligou rápido para devolver o aparelho que custa R$ 2.500.

“Eu queria só entregar o celular normalmente mesmo. Aí sim ele veio com a recompensa”, contou Pablo.
Nikolas ofereceu R$ 200. Pablo não pensou duas vezes. Recusou o dinheiro, mas pediu ajuda para conseguir um emprego.

“O fato de ele não se interessar pelo dinheiro e querer ajuda para o emprego, para arrumar um emprego, para mim foi o que tocou”, disse Nikolas Soares Valério, que é analista de redes.

Nikolas postou a história na internet junto com o currículo do rapaz. Já são mais de 14 mil curtidas e 2.500 compartilhamentos em menos de uma semana.

A atitude do Pablo sensibilizou tanta gente que a todo momento a família atende ligações com propostas de trabalho.
Uma das ligações veio da Associação dos Magistrados de Goiás. E foi para lá que ele seguiu atrás da vaga de auxiliar de almoxarifado. Mas para conseguir o emprego teve uma exigência.

“Você só vem trabalhar conosco se você estudar porque só avança na vida, só tem condição de avançar aquele que se dedica, aquele que estuda”, afirmou o juiz Eduardo Perez.

“Obrigado por essa oportunidade, eu vou me dedicar muito”, disse Pablo.

Além do emprego, Pablo ganhou o reconhecimento de todas as partes e mensagem que chegam de longe.

“Essa aqui veio de Fortaleza. Parabéns, parabéns, parabéns pela sua atitude”, conta Pablo ao ler uma mensagem.
E o menino simples de Goiânia, até então anônimo, é agora reconhecido.

Quem não pode dar um abraço pessoalmente manda mensagens que chegam de longe.

“Justo é justo: você chegar na pessoa e entregar o que é dela. Todo mundo tinha que ser assim”, diz a mãe do rapaz.
O Pablo ficou mesmo com a vaga de auxiliar de almoxarifado. E vai começar depois do carnaval.

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